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No, dia 12 outubro de 2008, o Banco do Brasil completou 200 anos. Foram dois séculos de lutas e de contribuição para a sociedade e para o desenvolvimento nacional. O banco resistiu a crises e desmandos de toda a ordem causados por gestores que têm uma trajetória e concepção privatista e de lógica de mercado. Falar nos 200 anos do nosso banco é falar do financiamento agrícola, do crédito produtivo e do desenvolvimento do interior do Brasil, em toda a história de quase todos municípios do país. A publicidade oficial fala de uma história de grandeza, de luta, de desenvolvimento do maior banco público do país, do orgulho de ter pertencido aos quadros da empresa e das longas histórias e casos de clientes que iluminaram a vida e a história de cada funcionário que passou pelo BB. Mas, nos 200 anos do banco que festejamos, os maiores responsáveis por toda essa história, os funcionários, estão Barrados no Baile . O funcionalismo, que enfrentou administrações que tentaram destruir o banco, que fez greves históricas e sempre defendeu o banco público e seu papel social, é, mais uma vez, desprezado pela direção da empresa. Não fazemos questão de desfrutar de coquetéis e comilanças, mas queremos comemorar os 200 anos do BB com o orgulho de ser funcionário de carreira e ser tratados com o devido respeito e dignidade, o que não acontece pelo descaso da direção da empresa, seja nas comemorações, seja nas negociações da campanha salarial. O pequeno produtor, o cliente mais pobre, a sociedade que por diversas vezes defendeu o BB também está Barrada no Baile. Nesta festa de hoje os maiores responsáveis por essa história não estão sendo representados. Mas estamos certos de que, aqueles que impõem a discriminação ao funcionalismo, o assédio moral e a lógica privatista na gestão do banco, estão presentes na luxúria desta festa. Apesar disso tudo nós comemoramos os 200 anos do Banco do Brasil, pois quem fez a verdadeira história do Banco do Brasil e resistiu a tanta coisa merece comemorar. Festejamos dois séculos do banco da nossa forma, do nosso jeito e com a cara do funcionalismo do BB, que desde 1808 defende um banco público para todos os funcionários e para a sociedade e não apenas para poucos privilegiados que nada fazem pelo banco e nem pelo país, mas apenas sugam os lucros e a riqueza produzidos pelos trabalhadores. Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro filiado à Contraf-CUT Não me convidaram Pra essa festa pobre Que os homens armaram Pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga Que já vem malhada Antes de eu nascer... Não me sortearam A garota do Fantástico Não me subornaram Será que é o meu fim? Ver TV a cores Na taba de um índio Programada Prá só dizer "sim, sim" Brasil! Mostra a tua cara Quero ver quem paga Pra gente ficar assim Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim... Grande pátria Desimportante Em nenhum instante Eu vou te trair Não, não vou te trair... (Cazuza)
Não me convidaram Pra essa festa pobre Que os homens armaram Pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga Que já vem malhada Antes de eu nascer... Não me sortearam A garota do Fantástico Não me subornaram Será que é o meu fim? Ver TV a cores Na taba de um índio Programada Prá só ...
Convite para comemoração dos 200 anos do Banco do Brasil organizada pelo Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Banda Canela Grossa no Largo da Carioca.
Comemoração dos 200 anos do Banco do Brasil organizada pelo Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Banda Canela Grossa (o pior forró do mundo).
Francisco Campos diz que não vai faltar dinheiro nos caixas eletrônicos e que os bancários grevistas estão na porta da agência do banco para orientar os clientes sobre a necessidade e a importância do movimento.